O que é Matsá (Pão Ázimo) e por que ela é central na Páscoa

O que é Matsá (Pão Ázimo) e por que ela é central na Páscoa

A matsá, conhecida também como pão ázimo, é um dos símbolos mais antigos e profundos da tradição judaico-cristã. Elemento central da Páscoa judaica (Pessach) e com significado espiritual para cristãos, a matsá carrega uma mensagem de libertação, fé e renovação. Neste guia, você entenderá o que é matsá, sua origem no Êxodo, seu uso na Páscoa, significado espiritual e como escolher uma matsá autêntica para celebrar com propósito.

O que significa Matsá na Bíblia

Na Bíblia Hebraica, matsá (מַצָּה) refere-se ao “pão sem fermento”. É mencionada pela primeira vez no livro de Êxodo durante o relato da saída do povo de Israel do Egito:

“E comerão a carne naquela noite, assada ao fogo, com pães ázimos; com ervas amargas a comerão.” (Êxodo 12:8)

O termo “pão ázimo” implica ausência de fermento, simbolizando pressa, pureza e obediência aos mandamentos divinos. A matsá representa a liberdade conquistada pela intervenção de Deus e um novo começo espiritual.

A origem da Matsá no Êxodo do Egito

O Êxodo narra que, à véspera da fuga do Egito, o povo hebreu recebeu a ordem de preparar pães sem fermento, pois deixariam suas casas rapidamente:

“E levaram ao ombro o seu amassado, antes que levedasse, os seus mestos atados em suas vestes...” (Êxodo 12:34)

A falta de fermentação indica prontidão e respeito à urgência da salvação. Por isso, durante Pessach, a matsá relembra o milagre da libertação de Israel e o compromisso com a fé.

Por que a Matsá não leva fermento

A ausência de fermento na matsá segue rigorosamente as instruções bíblicas:

“Sete dias se comerão pães ázimos; e ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas..." (Êxodo 12:15)
  • Fermento simboliza corrupção e influência do pecado na tradição judaica.
  • A matsá, feita apenas de farinha e água, é preparada em até 18 minutos para evitar qualquer fermentação.
  • Durante o Pessach, é proibido consumir qualquer alimento fermentado (chametz).

Assim, a matsá recorda obediência, humildade e renovação espiritual — um dos motivos para seu uso também em outras solenidades religiosas.

Significado espiritual da Matsá

O pão ázimo carrega profunda mensagem espiritual. Para judeus e cristãos, representa:

  • Pureza: A ausência de fermento indica um coração limpo diante de Deus.
  • Obediência: A pronta resposta ao chamado divino, como Israel fez no Êxodo.
  • Libertação: Símbolo da passagem da escravidão para a liberdade, tanto física quanto espiritual.
  • Renovação: O início de uma caminhada com Deus, livre de velhos hábitos ou opressões.

No contexto cristão, a matsá ganha também significado messiânico, ao ser associada à última ceia de Jesus e ao seu sacrifício (cf. Lucas 22:19).

“E, tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado.” (Lucas 22:19)

Matsá no Judaísmo e no Pessach

No judaísmo, a matsá é elemento indispensável no sêder de Pessach. A mesa da Páscoa judaica apresenta três matsot, evocando a narrativa da saída do Egito.

Durante o Pessach:

  • Observa-se a proibição rigorosa de alimentos fermentados.
  • A matsá é consumida em momentos específicos da celebração, como no “Motzi Matsá” (benção do pão ázimo).
  • Especialistas selecionam matsot kosher autênticas, produzidas sob supervisão rabínica.

Além de alimento, a matsá é memorial da fidelidade de Deus e da identidade do povo judeu.

Matsá na leitura cristã da Páscoa

Entre cristãos, a matsá adquire caráter profético e sacramental, especialmente na Ceia do Senhor. No Novo Testamento, Jesus utiliza pão sem fermento para instituir a Eucaristia:

“Porque também Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da corrupção...” (1 Coríntios 5:7-8)

A matsá, neste contexto:

  • Aponta para o corpo puro de Jesus, entregue por amor.
  • Representa a nova aliança entre Deus e a humanidade, livre da velha natureza.
  • É usada em ceias judaicas-messiânicas e liturgias cristãs durante o período pascal.

Diferença entre Matsá e pão comum

A principal diferença entre matsá e pão tradicional está no processo de fermentação:

Matsá (Pão Ázimo) Pão Comum
Sem fermento, crocante e fina Fermentado, macio e aerado
Feita apenas de farinha e água Feito com fermento ou outros agentes
Preparada em 18 minutos Levedação pode durar horas
Símbolo de pureza e pressa no Êxodo Símbolo do cotidiano

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Como consumir Matsá corretamente

O consumo de matsá deve ser feito com reverência e atenção aos costumes. Veja como:

  1. Lavagem das mãos: Em Pessach, lava-se as mãos antes de comer a matsá.
  2. Benção: Recita-se a bênção apropriada sobre a matsá: “Baruch Atá Adonai... Hamotzi lechem min ha’aretz”.
  3. Porção: Cada pessoa come ao menos uma quantidade simbólica.
  4. Ordem: Na noite do sêder, consome-se em momentos específicos do ritual.

Descubra variedades, incluindo porções individuais de matsá e farinha de matsá para preparar receitas tradicionais.

Saiba mais em nosso artigo Como cuidar de elementos judaicos.

Quando comer Matsá

O período prescrito para comer matsá é durante os oito dias de Pessach (Páscoa judaica). Os dias mais importantes incluem:

  • Primeira noite de Pessach — parte do sêder.
  • Durante toda a semana, substituindo qualquer pão fermentado.

Em tradições cristãs, o pão ázimo também é apto para a celebração da Ceia do Senhor em memória da redenção e renovação espiritual.

Como escolher uma Matsá autêntica

Ao buscar matsá para celebrar a Páscoa, considere:

  • Supervisão kosher: Opte por produtos com selo de fiscalização rabínica, como matsá do Rabino M. Snayde.
  • Ingredientes: Valide que seja feita apenas com farinha e água.
  • Origem: Prefira matsot importadas de Israel ou produzidas por especialistas em liturgia judaica.
  • Apresentação: Disponível em embalagens de 1kg, porções individuais ou em farinha pronta para receitas especiais.

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Considerações finais

Celebrar a Páscoa com matsá é uma forma autêntica de conectar-se à herança espiritual de Israel e às raízes da fé cristã. Ao escolher matsá autêntica e compreender seu significado profundo, você renova sua esperança, fortalece sua identidade espiritual e experimenta a verdadeira liberdade que vem do Eterno. Para dúvidas ou sugestões, conte com a equipe Maranata Shofar e aproveite para explorar outros produtos judaicos que celebram a fé.


FAQ sobre Matsá (Pão Ázimo)

O que é Matsá?

Matsá é um pão sem fermento, feito tradicionalmente de farinha e água, central nas celebrações de Pessach (Páscoa judaica). Representa a pressa do povo de Israel ao sair do Egito e simboliza pureza, obediência e libertação espiritual.

Por que a Matsá não fermenta?

Por mandamento bíblico, a matsá deve ser preparada sem fermento para recordar a saída apressada do Egito, quando não houve tempo para levedar o pão, além de simbolizar um estado espiritual de pureza e prontidão.

Cristãos podem consumir Matsá?

Sim! Cristãos consomem matsá em celebrações de Páscoa, especialmente na Ceia do Senhor, onde o pão ázimo simboliza o corpo de Cristo, conforme a tradição bíblica e a prática judaico-messiânica.

Qual a diferença entre Matsá e pão comum?

A matsá não contém fermento e é feita rapidamente para impedir o processo de fermentação, sendo fina e crocante. O pão comum inclui fermento, tornando-o mais macio e alto — porém não é usado em rituais de Pessach.

Quando consumir Matsá na Páscoa?

Deve-se consumir matsá durante todos os dias de Pessach, especialmente na noite do sêder (início da Páscoa judaica), em substituição total ao pão fermentado, conforme orientações do Êxodo.

 

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